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sábado, 2 de abril de 2011

Comunicação Alternativa e Aumentativa

A linguagem oral é o recurso mais utilizado para as pessoas comunicarem entre si, contudo, nem todos os indivíduos reúnem condições para aceder à oralidade, tornando-se premente criar condições para que esta população encontre alternativas para minorar, “enganar” ou mesmo eliminar as suas limitações, podendo, assim, viver em toda a plenitude pessoal, familiar e social.
Assim, surge a Comunicação Alternativa e Aumentativa que disponibiliza uma panóplia de sistemas que permitem aceder ou optimizar a comunicação. Pretende-se, deste modo, possibilitar às pessoas com deficiência uma autonomia que lhes permita um desenvolvimento integral, capaz de os levar a caminhar lado a lado com as pessoas que facilmente acedem à informação. Trata-se, em última análise, de incluir e valorizar as diferenças pessoais.
Um sistema aumentativo e alternativo de comunicação é composto por um conjunto de técnicas, estratégias facilitadoras do desenvolvimento cognitivo e do acesso à aprendizagem de conceitos, enriquecimento de vocabulário, aumentando competências linguísticas e de literacia, por parte de crianças com défices severos de linguagem ou fala.
Existem diversos Sistemas Aumentativos de Comunicação, desde gestos ou signos manuais, a quadros de comunicação baseados em sistemas de símbolos gráficos até sistemas mais sofisticados baseados no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação.
São várias as vantagens que aparecem associadas aos sistemas de comunicação alternativa e aumentativa, sendo que, segundo Ribeiro, M. (1998) podemos destacar:
- normalmente são de fácil aprendizagem;
- respeitam diferentes ritmos pessoais;
- não exigem grande coordenação motora;
- requerem apenas o apontar e a confirmação do ouvinte;
- ajudam na estruturação da linguagem.
Como maiores desvantagens poderemos apontar a impossibilidade que, por vezes, se verifica para transportar as ajudas técnicas/tecnologias e a interacção que, embora efectiva, parece menos directa, menos envolvente.

Comunicar ou não comunicar - eis a questão

Comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, como partilham uma realidade, dividindo e trocando experiências, ideias, sentimentos, informações, modificando mutuamente a sociedade onde estão inseridas. Sem a comunicação, cada um de nós seria um mundo isolado.

Comunicar, embora seja um processo quotidiano e permanente, requer uma complexidade extrema, utilizando um sistema de sinais que abarca a comunicação oral e a escrita, os gestos, as expressões faciais e corporais, o silêncio, o olhar, entre outros.

Por vezes, as dificuldades de coordenação motora ou a existência de outras deficiências (mental, auditiva, visual) podem tornar a comunicação difícil ou praticamente impossível, não possibilitando um conjunto de vivências e experiências que permitem ao ser humano interagir consigo próprio, como o meio envolvente e, em última análise, com a sociedade.

Não conseguir comunicar postula-se como uma experiência frustrante, desencadeadora de sentimentos de impotência e de diminuição, que em última estância podem culminar com comportamentos de agressividade e revolta, deixando o individuo cada vez mais distante das interacções pessoais e sociais.