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quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Boardmaker

O Boardmaker é um programa de computador que contém um banco de dados gráfico contendo os mais de 4.500 Símbolos de Comunicação Pictórica - PCS.

Com o Boardmaker é possível:

• Confeccionar tabelas de comunicação com qualidade profissional em minutos;
• Localizar e aplicar símbolos e imagens com um clique;
• Trabalhar as imagens em qualquer tamanho e espaçamento;
• Imprimir e/ou guardar a sua tabela de comunicação para uso posterior;
• Imprimir tabelas de comunicação em cores ou preto-e-branco (dependendo do tipo de impressora);
• Armazenar, nomear, organizar, redimensionar e aplicar imagens de sua preferência;
• Criar folhas de tema ou trabalho, lista de instruções pictóricas, livros de leitura, jornais e posters.
• Acompanha várias grelhas prontas de calendários e agendas para você confeccionar materiais rapidamente.

O programa inclui:

• 4.500 Símbolos de Comunicação Pictórica - PCS;
• Dois conjuntos de símbolos: um conjunto em preto-e-branco e outro com os símbolos em cores;
• Dezenas de grelhas pré-fabricadas para uso das pranchas de comunicação em porta-tabelas e com vocalizadores;
• Calendários prontos para usar;
• Manual do usuário dentro da interface do programa.
• Cada símbolo é traduzido em 44 idiomas e pode ser localizado e impresso em qualquer uma das linguagens oferecidas;
• Os símbolos podem figurar com os rótulos de texto em três modos: sem texto, com uma ou duas linhas de texto (em idiomas diferentes), acima ou abaixo do símbolo.

In http://www.clik.com.br/mj_01.html

  • Clique aqui para aceder ao Manual de Utilizador do Boardmaker. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Signos tangíveis

São signos ligados a objectos utilizados na acção que se pretende comunicar. Podem ser objectos reais, miniaturas de objectos, parte dos objectos e objectos artificiais/texturas. Geralmente usados por crianças, estas podem tocar e manipular estes elementos. (Pereira et al. 2008). São as mais indicadas para indivíduos com maiores dificuldades de abstracção.

Exemplo prático de Língua Gestual Portuguesa

Língua Gestual Portuguesa (LGP)

A expressão "língua gestual" refere-se à língua materna de uma comunidade de surdos. Essa língua é produzida por movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais e a sua recepção é visual. Tem um vocabulário e gramática próprios.

Assim sendo, a LGP possui características que fazem dela uma língua:
- é composta, maioritariamente por símbolos arbitrários;
- é um sistema linguístico;
- é partilhada por uma comunidade de pessoas que a utilizam como sua forma de expressão mais natural;
- possui propriedades como a criatividade e a recursividade;
- possui aspectos contrastivos;
- é um sistema em constante renovação e evolução: apresenta o fenómeno da dinâmica linguística;


Para acrescentar, como qualquer língua oral, a LGP possui variantes dentro do seu próprio órgão (idioma), alterando, relativamente, de região para região e dependendo do grau de instrução e das profissões dos surdos em cada uma das regiões.

In http://pt.wikipedia.org

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Exemplo de utilização do Makaton

Makaton

Teve o seu início em Inglaterra, nos anos 70, e pretendia encontrar um método de comunicação para adultos surdos. Foi criado como um programa de linguagem completo, com vocabulário estruturado em diferentes graus de complexidade e ensinado com recurso a gestos e, posteriormente, a símbolos em simultâneo com a fala. Evocando diferentes canais de informação, vai possibilitar uma melhor compreensão da mensagem e uma maior eficiência comunicativa. Não obstante, António Vieira Ferreira (1989) defende que no uso da linguagem gestual, o qual envolve acções coordenadas como gestos, palavra/tom, postura, expressão corporal, pressupõe já um determinado desenvolvimento cognitivo, o que torna esta técnica mais difícil de aplicar numa criança com este tipo de dificuldade.

O vocabulário Makaton é composto por 350 palavras-chave que estão distribuídos por oito níveis, progredindo de acordo com o desenvolvimento normal da linguagem.

Sistema PIC (Pictogram Ideogram Communication)

O Pictogram Ideogram Communication foi concebido no Canadá por Subhas, C. nos anos 80, tendo como objectivo possibilitar a comunicação e estimular as capacidades de percepção e conceptualização de indivíduos deficientes mentais, que não tinham manifestado ganhos significativos com o sistema Bliss.

Em Portugal é composto por 400 signos, divididos em categorias semânticas (pessoas, partes do corpo, casa, comida, animais…) e apresentados sob a forma de figuras brancas, desenhadas num fundo preto, sendo que a palavra se encontra escrita a branca por cima do símbolo.

É um sistema indicado para crianças que apresentem dificuldades de visão, visto que o branco no preto cria um maior contraste. Apresenta limitações no facto de ainda ter um leque reduzido de símbolos (Pereira et al. 2008).

Os símbolos podem ser pictográficos ou ideográficos, sendo que estes exigem um maior nível de conhecimentos, aprendizagem e abstracção.

Este sistema tem demonstrado a sua eficácia com pessoas com paralisia cerebral e com deficientes que não responderam da melhor forma ao sistema Bliss.

Sistema Bliss



Criado no século XX por Charles K. Bliss e concebido, originalmente, para responder à necessidade de criar uma linguagem internacional para adultos sem dificuldades de comunicação. Como meio de comunicação alternativa e aumentativa foi aplicado pela primeira vez com indivíduos portadores de deficiência motora (paralisia cerebral). 

Este sistema consiste num conjunto de símbolos gráficos que representam conceitos combináveis de diferentes formas, criando novos símbolos. Apresenta níveis abstractos e níveis concretos de conceitos que permitem que seja utilizado por crianças e adultos com diferentes capacidades cognitiva, permitindo distintos graus de estruturação linguística.

Qualquer indivíduo poderá comunicar com recurso a este sistemas, independentemente dos símbolos lhe serem familiares, uma vez que cada símbolo é acompanhado pela palavra que representa.

No sistema Bliss é de suma importância o tamanho, a forma e a posição de cada desenho, sendo que estes são considerados na compreensão do seu significado. Tal facto, levou à necessidade de criar uma gramática de referência.

Sistema SPC (Símbolos Pictográficos para Comunicação)

O sistema SPC (Símbolos Pictográficos para Comunicação) foi criado por Roxanna Mayer Johnson e por Suzanna Mayer Watt, estando actualmente traduzido em mais de dez línguas.

O sistema gráfico SPC é composto por símbolos pictográficos, ou seja, relacionados ao desenho das figuras que representam, sendo por isso mais apropriado para casos em que é esperado um nível simples de linguagem expressiva, vocabulário limitado e estruturas de frases curtas. (Finnie, 2000). Os símbolos são bastante simples e, sempre que não exista um símbolo para representar uma palavra ou ideia, pode ser criado pelo utilizador, procedendo à sua normalização.

Integra, actualmente, cerca de 3200 símbolos, organizados em seis categorias de significação. Está organizado segundo a escala de Fitzgerald. Cada categoria gramatical é representada por uma cor (social: cor-de-rosa; substantivos: cor-de-laranja; adjectivos e advérbios: azul; pessoas: amarelo; acções: verde; artigos e preposições: branco).

Tem como principal objectivo facilitar a comunicação de pessoas com dificuldade de comunicar oralmente devido a deficiência motora ou auditiva.

domingo, 3 de abril de 2011

PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Imagens)

É um sistema de comunicação completo e foi originalmente desenhado para criar, rápida e economicamente, recursos de comunicação. Permite desenvolver a comunicação interpessoal, principalmente em pessoas com dificuldades severas de comunicação (Almeida, Piza, Lamônica, 2005). 

Este sistema permite desenvolver a compreensão, reduzir a frustração de quem tem dificuldade em falar e permite um poder de maior escolha de quem não se expressa oralmente (Pedrosa, 2006) e pretende desenvolver a independência e a espontaneidade da comunicação (Soares, 2006).

O PECS começa por ensinar uma pessoa a dar uma imagem de um item desejado ao "professor", que imediatamente entende a troca da imagem como um pedido. O sistema passa a ensinar a discriminação de imagens e como colocá-las juntas em frases. Nas fases mais avançadas, as pessoas são ensinadas a responder a perguntas e comentários.

Tem sido bem sucedido com pessoas de todas as idades, demonstrando uma grande variedade de comunicação para dificuldades cognitivas e físicas.

Este sistema possui símbolos simples, é fácil reconhecer o seu significado, é de baixo custo e relacionam-se com uma grande diversidade de situações de vida diária. Além disso, podem ser utilizado apenas com uma pessoa ou em grupo (Almeida et al, 2005). 

É necessário salientar que a escolha de símbolos deve ser adaptada aos interesses de cada criança, para garantir a sua motivação e facilitar a compreensão. Deve-se trabalhar imagens que ela conheça e goste, para aumentar a espontaneidade da situação (Soares, 2006). 

Apesar de algumas pessoas criticarem a utilização de gestos, com a justificação de que estes nem sempre são entendidos por toda a gente, é necessário realçar que a estes gestos facilita a compreensão e expressão da criança, nomeadamente no Autismo, pois permite contextualizar a mensagem transmitida (Soares, 2006).


  •  Clica aqui e aqui para obteres mais informação útil sobre o PECS.